Neste 15 de julho é comemorado mais um Dia do Pecuarista. Esses produtores se dedicam à alimentação, sanidade, reprodução e bem-estar animal, sendo responsáveis por fortalecer e movimentar a economia do país. O Canal Rural celebra esta data olhando para o futuro do setor.

Estudo produzido pela aponta diversas tendências para a pecuária brasileira nos próximos 20 anos. Entre eles, o pesquisador Guilherme Malafaia, que coordena o , responsável pelo estudo, destaca dois: biotecnologia e digitalização.

Segundo ele, esses dois fatores devem levar à evolução de toda a cadeia produtiva, desde os insumos necessários à atividade até a carne que chega na mesa do consumidor final. “São fatores disruptivos, que vão mudar o patamar da pecuária. O produtor tem que estar preparado para dar respostas à demanda cada vez mais exigente com questões ambientais e bem-estar animal”, diz.

Quem não se adaptar às mudanças ficará para trás, destaca Malafaia. Além do movimento natural de êxodo rural, a pecuária também sofre com a maior atratividade da agricultura. “Esses dois movimentos farão com que tenhamos menos produtores, mas produtores mais tecnificados”, finaliza.


Fonte Canal Rural

Quase 70% dos produtores de frutas e hortaliças consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) tiveram a rentabilidade prejudicada por conta da pandemia de Covid-19.

Segundo a pesquisadora Marina Marangon, apesar de ser um serviço essencial, o setor de hortifrúti sentiu os impactos da interrupção das atividades, principalmente de restaurantes, bares e instituições. “Mesmo com a sustentação do consumo, que tem sido bastante importante para a manutenção de vendas, a gente teve rupturas e interrupções na cadeia que acabaram prejudicando o produtor”, afirma.

Outro consequência da pandemia é a mudança nos hábitos do consumidor. Com o isolamento social, a população tem optado por comprar produtos que possam ser estocados, ao invés de perecíveis.

Mesmo com a retomada gradual das atividades econômicas, a pesquisadora acredita que o setor tem que ficar atento aos novos hábitos do consumidor.


Fonte Canal Rural

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou nesta quarta-feira, 15, que o governo está organizando uma força-tarefa para conceder titularidade a proprietários de terras, com até quatro módulos fiscais, na região da Amazônia Legal. A regularização fundiária deve ser feita por meio de sensoriamento remoto, utilizando imagens de satélite.

Segundo o comentarista Miguel Daoud, esse é o primeiro passo para resolver a questão da Amazônia. “É preciso regularizar, pois assim o produtor rural consegue desenvolver sua terra, fazer um financiamento e utilizar a tecnologia. Vai diminuir a queimada”, disse.

Segundo ele, o segundo passo é um intenso mapeamento via satélite, para evitar o desmatamento em áreas proibidas. Por fim, o terceiro passo, segundo Daoud, vem com a punição dada a partir dessa fiscalização. “O maior prejudicado [pelo desmatamento] é o país, pois o agronegócio, bem ou mal, está exportando. Caso os fundos deixem de investir, será muito ruim”, falou.


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O embargo da China a quatro frigoríficos do Rio Grande do Sul, sendo dois de aves e dois de suínos, deve acelerar o processo de investimento em novas plantas no Centro-Oeste. A afirmação é do presidente da , Francisco Turra. Segundo ele, a decisão do governo chinês prejudica a imagem do estado.

A migração já é uma realidade por conta a baixa oferta de grãos no Sul para a alimentação animal. “Rio Grande do Sul e Santa Catarina não podem mais crescer na produção de insumos, por isso o Centro-Oeste é o novo foco dos investimentos do nosso setor”, declara Turra. Atualmente, o Rio Grande do Sul tem um déficit de 2 milhões de toneladas de milho e Santa Catarina, quase 4 milhões de toneladas.

A oferta de milho é, aliás, outra preocupação do setor de proteína animal. Dados da ABPA mostram que os estoques do grão estão 37% menores se comparados à temporada passada, sendo a pior oferta desde 2016, quando houve a grande crise de escassez de milho no Brasil.

No campo da produção, apesar dos problemas enfrentados pelos frigoríficos com a pandemia do novo coronavírus, os números são positivos. O volume de carne de frango deve fechar o ano com alta de 4%, totalizando 13,8 milhões de toneladas. Já a produção de carne suína deve ter um incremento de 6,5% comparado a 2019, com 4,2 milhões de toneladas. Destaque para a produção de ovos, alta de 7%, somando 53 bilhões de unidades, puxada principalmente pelo consumo interno, que cresce 8,5%. “São 2.000 ovos produzidos por segundo no Brasil”, calcula.


Fonte Canal Rural

O Ministério da Economia fechou a proposta de reforma tributária e deve enviar o projeto para a Casa Civil ainda nesta semana. O texto da equipe do ministro Paulo Guedes vai ser enviado ao legislativo na forma de um projeto de lei, unificando tributos federais, como PIS/Cofins, na contribuição sobre bens e serviços.

Vai ser um tributo sobre valor agregado a ser cobrado nas transações de bens e serviços. O novo imposto vai incidir, por exemplo, sobre serviços digitais. A ideia de Guedes é criticada porque seria a volta de um tributo semelhante à antiga CPMF, a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira.


Fonte Canal Rural

Os 412 municípios do Rio Grande do Sul que enfrentaram a longa estiagem, entre o final do ano passado e o começo de 2020, vão receber pagamento de horas-máquina para recuperação de estradas, recursos para a perfuração de poços artesianos e a construção de açudes.

No pacote de apoio do governo estadual, da Assembleia Legislativa, do Ministério de Desenvolvimento Regional e do Exército, estão previstos R$ 55,1 milhões. O anúncio foi feito nesta quarta-feira, em transmissão ao vivo pelas redes sociais pelo governador Eduardo Leite.

O governador agradeceu aos esforços de todos os agentes envolvidos no processo. “Há uma ação coordenada, desde janeiro, por parte do governo do Estado, para minimizar os danos e os prejuízos da estiagem. Além disso, estamos trabalhando juntos para viabilizar meios de prevenção e de antecipação de cuidados em relação a futuras estiagens”, detalhou.

O Exército foi chamado a apoiar com a força de trabalho e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) ficará responsável por parte das ações, já que o déficit hídrico afeta o abastecimento de água potável que vai além dos danos à agricultura.

Para ações de enfrentamento da estiagem, o governo local estabeleceu um grupo para acompanhar os efeitos da situação. Em fevereiro, o governador Eduardo Leite se reuniu com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, para apresentar demandas do agronegócio para atenuar a situação.

De janeiro até julho, algumas ações foram tomadas para auxiliar os produtores gaúchos, como  a edição de duas resoluções prorrogando parcelas de contratos vigentes do Fundo de Terras do Estado do Rio Grande do Sul (Funterra) e do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper), a perfuração de poços em diversas regiões, a prorrogação do prazo para entidades encaminharem projetos ao Programa de Sementes Forrageiras e a criação da Câmara Temática de Irrigação.

Outra medida, mais recente, foi o aumento no subsídio do Programa Troca-Troca safra 2019-2020 e anistia para a Safrinha.

Efeitos da chuva

O estado sofreu também com um grande volume de chuva nas últimas semanas, provocando bloqueio de estradas e perdas no campo. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ernani Polo, solicitou ao governo do Estado empenho para a recuperação das estradas vicinais do interior que foram danificadas, o que está dificultando escoamento  da produção agrícola e o deslocamento de famílias que vivem no campo

O secretário estadual de Obras e Habitação, José Stédile, explicou que o governo já enfrentou três enchentes e uma estiagem. Segundo ele, o pacote anunciado nesta quarta é resultado de um trabalho conjunto, que contou inclusive com o apoio de partidos da oposição.

“Todos os municípios com decreto de emergência reconhecido pela Defesa Civil terão, no mínimo, um poço. Desses, 102 terão dez açudes e outros 53 municípios receberão recursos para contratação de horas-máquina”, garantiu. A definição de quais municípios serão contemplados seguiu critérios técnicos, estabelecidos pela Defesa Civil e pela Emater. A situação financeira de cada município também foi levada em consideração.


Fonte Canal Rural

Nesta quarta-feira, 15, a ministra da Agricultura Tereza Cristina anunciou que o governo está iniciando o processo de regularização fundiária, na Amazônia Legal, para propriedades com até quatro módulos fiscais, utilizando sensoriamento remoto. De acordo com a lei 11.952/2009, a titulação para áreas com essas dimensões pode ser feita com a dispensa de vistoria prévia. Porém, a pasta da Agricultura pretende explicitar o uso de imagens de satélite para essa finalidade.

“Em seu artigo 13, a lei prevê que os imóveis com até 4 Módulos Fiscais ‘serão averiguados por meio de declaração do ocupante, sujeita a responsabilização nas esferas penal, administrativa e civil, dispensada a vistoria prévia’. Com vistas a garantir maior segurança e transparência ao processo, o Mapa sugere explicitar o uso de sensoriamento remoto para confirmar as informações prestadas ao Incra pelo interessado antes da concessão do título ao ocupante de terra pública”, diz a nota enviada pelo Ministério da Agricultura ao Canal Rural.

De acordo com a pasta, não é possível mensurar quantos imóveis conseguirão ser titulados com essa ação. Os últimos dados obtidos pela Instituição Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) são de 2009 e relacionados a requerimentos com pedido de regularização oriundos do programa Terra Legal. Por essa base de dados, 97.481 imóveis possuem até quatro módulos e poderiam, em teoria, acessar a regularização feita com apoio do sensoriamento remoto.

No discurso de abertura da 2ª reunião do Conselho nacional da Amazônia, o vice-presidente Hamilton Mourão apresentou aos ministros de Estado a intenção do governo federal de realizar parcerias público-privadas a fim de “destravar” os benefícios de iniciativas como os pagamentos por serviços ambientais, a agricultura sustentável e os investimentos verdes.

“O Estado será apenas o facilitador de uma nova agenda de desenvolvimento sustentável para a Amazônia. Os empreendedores são os verdadeiros protagonistas”, anunciou o general.

Mourão ainda afirmou que os crimes ambientais abrem espaço para que o Brasil seja alvo de campanhas difamatórias, que sustentam políticas protecionistas e barreiras comerciais, que prejudicam as exportações do agronegócio.

O vice-presidente ainda não apresentou o aguardado plano de combate ao desmatamento com metas, prazos e ações estabelecidas. Porém, adiantou que há possibilidade de manter o Exército Brasileiro na região Amazônica até o fim do governo Bolsonaro. A medida serviria para apoiar ações de fiscalização e proteção do meio ambiente.

Na ocasião, o líder do Palácio do Jaburu divulgou que, a partir desse mês, um novo satélite passa a enviar imagens do avanço do desmatamento para o sistema controlado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os registros que eram feitos a cada cinco dias, agora ocorrerão em intervalos de dois a três dias. A expectativa é de que novos focos de incêndio e derrubada de árvores possam ser controlados de forma mais rápida.

Mourão ainda informou que estuda com o ministro da Economia, Paulo Guedes, a possibilidade de se abrir um concurso público para ampliar o quadro de servidores do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambientes e dos Recursos Naturais Renováveis) e do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). Atualmente, a realização de novos concursos públicos está proibida até 31 de dezembro de 2021. O vice-presidente afirma que é preciso corrigir o déficit de pessoal nos órgãos de fiscalização ambiental.


Fonte Canal Rural

A suspensão das exportações de quatro frigoríficos do Rio Grande do Sul, sendo dois de carne de frango e dois de carne suína, vem sendo tratada com atenção pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que avalia que as suspensões forma mais por causa de uma precaução da China diante das notícias de novos casos de Covid-19 nesse ambiente do que, necessariamente, por questões técnicas.

O que todos precisam entender é que foi um exercício de conviver com essa Covid terrível, produzir e  proteger os colaboradores. A Covid chegou em todos os setores, inclusive nos frigoríficos,e tivemos que tomar medidas duras, como o fechamento. Depois quando perceberam que com o fechamento dos frigoríficos, muitos animais, portanto alimentos, seriam descartados, começamos a receber muito apoio. Naturalmente, o excesso de notícias, algumas negativas, indevidamente, fez com que os chineses tomassem essa decisão de suspender temporariamente algumas plantas”, falou.

Para Turra, a expectativa é de que essas plantas voltem a ser habilitadas. “Eu espero que retome, pois esse é o pedido do Mapa, já que não há motivo técnico nenhum. A ciência tem que ditar os rumos e não os achismos”, disse.

Segundo ele, as perdas para o mercado brasileiro não são significativas, já que o país continua com 60 frigoríficos habilitados para a China e os asiáticos já fizeram inspeção virtual para habilitar novas unidades. “Temos uma boa relação com a China, que são nossos maiores importadores de aves, suínos e bovinos”, finalizou.


Fonte Canal Rural

Os preços do boi gordo seguiram firmes nesta quarta-feira, 15. De acordo com a consultoria Safras, a oferta de animais terminados, no geral, ainda é restrita, confirmando a tendência de um confinamento de primeiro giro mais discreto em 2020.

“Essa é uma consequência da menor atratividade dos preços do boi gordo, tanto no mercado físico quanto na modalidade futura no mês de março, período que costuma marcar a decisão do confinamento e coincidentemente o período em que os preços alcançaram a sua mínima em 2020”, diz o analista Fernando Henrique Iglesias.

Além da oferta restrita, a China ainda importa volumes substanciais de proteína animal no decorrer do ano, visando cobrir uma lacuna de oferta formada pela peste suína africana. “Deve ser considerado, ainda, o processo gradual de reabertura em alguns estados, com ênfase para a cidade de São Paulo”, afirma.

Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 220 por arroba. Em Uberaba (MG), permaneceram em 217 por arroba.Em Dourados (MS), seguiram em R$ 211 por arroba. Em Goiânia (GO), continuaram em R$ 211 por arroba. Já em Cuiabá (MT), cotações estáveis em R$ 197.

No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Conforme Iglesias, a tendência de curto prazo ainda remete a uma pontual alta dos preços.

A reposição entre atacado e varejo foi positiva na primeira quinzena de julho. O processo de reabertura da economia, em especial na cidade de São Paulo, foi um grande motivador para a demanda doméstica. “No entanto, segue a ressalva que o consumo ainda está aquém da sua normalidade, com restaurantes e demais estabelecimentos operando abaixo da sua capacidade para cumprir as novas exigências sanitárias em tempo de pandemia”, afirma Iglesias.

A ponta de agulha continuou em R$ 12,10 o quilo. O corte dianteiro seguiu em R$ 12,65 o quilo, e o corte traseiro permaneceu em R$ 14 por quilo.


Fonte Canal Rural

Os preços da soja voltaram a subir nas principais praças do país nessa quarta-feira, 15, acompanhando a combinação de alta do dólar e valorização dos contratos futuros. Mas, segundo a consultoria Safras, as referências são nominais, já que a oferta é escassa, o produtor está retraído e a comercialização segue travada.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 115,50. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 114 para R$ 115. No porto de Rio Grande, o preço passou de R$ 117 para R$ 118.

Em Cascavel (PR), o preço subiu de R$ 106,50 para R$ 108 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca aumentou de R$ 114 para R$ 116.

Em Rondonópolis (MT), a saca passou de R$ 109 para R$ 110. Em Dourados (MS), a cotação estabilizou em R$ 108. Em Rio Verde (GO), a saca avançou de R$ 105 para R$ 108.

A soja fechou com preços mais altos na Bolsa de Chicago. Segundo a consultoria Safras, uma combinação de fatores favoreceu a segunda alta consecutiva para a oleaginosa. “O bom desempenho de outras commodities, principalmente o petróleo e o trigo, deram base à recuperação dos contratos em Chicago. Além disso, o mercado absorveu positivamente bons sinais de aquecimento da demanda”, informa.

Na parte da manhã, o anunciou a venda de 389 mil toneladas por parte dos exportadores privados para a China. Foi a segunda operação da semana. Na terça-feira, foram outras 129 mil toneladas.

A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) informou que o esmagamento de soja atingiu 167,263 milhões de bushels em junho, ante 169,584 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 162,7 milhões.

A associação indicou ainda que os estoques de óleo de soja americanos em maio somaram 1,778 bilhão de libras, abaixo do esperado (1,81 bilhão). No mês anterior, foram 1,88 bilhão de libras. As exportações de farelo de soja pelos Estados Unidos totalizaram 835.403 toneladas em maio. No mês anterior, foram 776.677 toneladas.

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 8,25 centavos ou 0,93% em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,86 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 8,82 por bushel, com ganho de 5,25 centavos ou 0,59%.

Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com alta de US$ 0,60 ou 0,21% a US$ 285,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 28,80 centavos de dólar, alta de 0,34 centavo ou 1,19% na comparação com o fechamento anterior.


Fonte Canal Rural