Um produtor familiar do Rio Grande do Sul precisou dobrar a produção de hortaliças por conta do aumento da demanda de quem mora na cidade e está em quarentena por conta do novo coronavírus.

Mateus Trevisan, agricultor do município de Viamão, relata sua experiência em atender seus clientes que estão em isolamento por conta da doença. Ele afirma que o número de entregas aumentou nas últimas semanas e lamenta não ter condições de atender mais pessoas.

“A gente tem um pequeno serviço de entrega que atendia algumas famílias semanalmente na cidade. Desde a semana passada a demanda aumentou significativamente, dobramos nossas entregas durante a semana… e esse trabalho continua durante essa semana. Infelizmente como nossa capacidade é limitada não será possível atender todo mundo. Mas vamos continuar fazendo um esforço,  e na medida do possível contribuir para que  a gente supere esse atual momento de dificuldade”, relatou o produtor.

 

 


Fonte Canal Rural

Durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira, 25, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ressaltou que o Brasil não pode parar e por isso a importância dos serviços essenciais. Mandetta diz que é difícil neste momento determinar o que é fundamental e usou como exemplo o chaveiro, que para quem perdeu a chave de casa, passa a ser um serviço mais que primordial.

O ministro destacou também a importância do agronegócio nesta crise. “Sem alimento, não adianta a gente fazer luta. Quem está segurando a economia desse país é o agro”, afirmou.

Mandetta falou ainda que, neste sentido, o pronunciamento do presidente da república, Jair Bolsonaro, chamou atenção para a colaboração de todos neste momento. “É preciso avaliar a situação, porque se não consigo chegar a vacina porque não tem mais o avião. Não consigo produzir o ventilador porque o funcionário não chega na firma de ventilador. Isso causa uma série de transtornos para o próprio sistema de saúde, que é a única razão das nossas medidas aqui. Nós não vamos mudar um milímetro do nosso foco, que é a vida”.

“Antes de adotar o fecha tudo, existe a possibilidade de trabalhar por bairro. Fazer a redução de mobilidade urbana em determinados aparelhos. Existe uma série de medidas que vai se tomando até que você tenha um patamar”. 

Para o ministro da Saúde, é preciso estabelecer o período de isolamento social. “Quarentena sem prazo determinado para terminar, ela vira uma parede na frente das necessidades das pessoas, que precisam comer, abastecer suas casas, ir ao supermercado. Precisam ir e vir, porque isso faz parte da própria sobrevivência”.

O caminho neste momento é a união dos setores e dos estados. “É preciso pensar na economia. A maneira como nós vamos fazer isso será juntos. Nós vamos construir juntos”.


Fonte Canal Rural

O avanço do coronavírus pelo Brasil já afeta diversas cadeias produtivas do país, um dos setores é o de leite. Para o comentarista do Canal Rural Benedito Rosa, é preciso ter um plano de ações para as consequências já previsíveis.

“Algumas consequências são imprevisíveis e isso é fato. Mas outras são, e poderiam ter sido evitadas pelo governo, como é o caso do abastecimento dos produtor essenciais, e o leite é essencial nessa cadeia”, afirma Benedito Rosa.


Fonte Canal Rural

Com as feiras agropecuárias sem previsão para acontecer e o comércio fechado, produtores de queijo do Nordeste encontram dificuldades para comercializar os seus produtos, de acordo com levantamento feito pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Segundo Bruno Lucchi, superintendente técnico da entidade, entre a quarta, 25 e a quinta, 26, houve um aumento expressivo nas ocorrências referentes a problemas nos laticínios na região Nordeste. Ele acredita que a situação seja regional e diz que a CNA está monitorando o assunto diariamente.

“Entrei em contato com várias grandes comparativas e com as grandes indústrias também e nenhuma delas está relatando que vão reduzir a compra de produtos ou pedindo para baixar a produção. Isso mostra que esse é um problema mais regional, devido ao tipo de produto comercializado na região Nordeste”, comentou.

Segundo a CNA, o problema está concentrado nos estados da Bahia, Sergipe e Paraíba. “No caso da Bahia, a própria federação de agricultura já está interagindo com o sindicato das indústrias de laticínios para absorver o que o pequeno laticínio não conseguir, por não ter a capacidade de se estruturar. O produtor vai vender esse leite, esse lote, para outra indústria. As próprias federações dos estados já estão atuando no âmbito regional, no sentido de realocar essa produção para não ter impacto diretamente ao produtor rural”.

Minas Gerais

Em Minas Gerais, um dos principais estados produtores de queijo do país, o problema não tem sido a comercialização, mas sim a dificuldade na compra de insumos. “Os produtores alegam não estar encontrando açúcar e alguns tipos de conservantes para colocar em seus produtos. Não observamos problema especificamente em relação à comercialização, estão apenas remanejando as estratégias das indústrias, concentrando principalmente em leite UHT, leite em pó e muçarela”. 

Alta do preço

Ainda de acordo com a CNA, por enquanto, não há relatos sobre o aumento do preço do leite, porém, os produtores dizem ter percebido uma alta no custo de produção. “Pela disparada do milho, principalmente, a ração tem ficado em torno de 15% a 20% mais cara. Em alguns municípios, pegando o Centro-Sul da região onde se concentra grande parte da produção, o que temos visto é algum momento no custo de produção voltada para ração”.


Fonte Canal Rural

De acordo com a Somar Meteorologia, o excesso de chuva nas áreas no norte do Brasil indica que falta umidade em outras partes do Brasil. No Sul contabilizam-se cinco meses de irregularidades na distribuição das chuvas com um déficit hídrico em torno de 150 a 200 milímetros no período. 

O excesso de água tem prejudicado a colheita no Matopiba, diversas lavouras possuem trechos alagados e esses níveis vão continuar elevados nos próximos dias prejudicando a colheita nas áreas.

Nesta quinta-feira, 26, não há previsão de chuvas para o Rio Grande do Sul, e mesmo quando a chuva retorna, ela tem um acumulado mensal que deveria acontecer nas próximas 24 horas para começar a reverter o problema de alguns produtores de soja que fizeram o plantio mais tarde, para muitos produtores as perdas já são irreversíveis. 

Segundo dados da Emater, são projetadas perdas de mais de 30% da soja, mas alguns produtores rurais já estimam mais de 40% de perda nas lavouras de soja.

A chuva só retorna para a região no início de abril e favorece apenas os produtores das lavouras de inverno. E não é só o Rio Grande do Sul que é prejudicado com essas irregularidades, o Paraná também sofre com a falta de chuvas que prejudicam o milho 2ª safra, de acordo com a meteorologista Pryscilla Paiva, março termina com chuvas abaixo no média no Sul do Brasil.

Em Uruguaiana (RS), a situação é preocupante, são previstos apenas 19 milímetros para os próximos 30 dias na região com apenas 6 dias de chuva.

Chuva prevista

Previsto tempo firme pro Rio Grande do Sul, no Paraná há um alívio, com chuva de 15mm para os 5 dias, mas ainda não é o suficiente para melhorar o quadro da região.

A virada do mês é mais positiva principalmente para os produtores do milho 2ª safra do Paraná, e no Rio Grande do Sul os níveis variam de 5 a 15 milímetros em algumas regiões.

Para o oeste do Paraná a previsão de uma chuva mais significativa em torno de 30mm  e os níveis ficam em torno de 15 milímetros nas outras áreas da região.


Fonte Canal Rural

No último sábado, 2, o governo federal publicou um decreto estabelecendo que produção, distribuição e comercialização de alimentos e bebidas são atividades essenciais e, portanto, não podem ser interrompidas durante a crise  provocada pelo coronavírus. Mesmo assim, medidas locais de municípios e Estados restringem a circulação de transportadores de cargas. Nesta terça-feira, 24, a cidade de Canarana (MT), importante produtora e exportadora de grãos, proibiu o trânsito de caminhões nas divisas.  As tradings da região tiveram que interromper os trabalhos. O processo foi aberto pelo prefeito Fábio de Farias, que propôs um prazo de dez dias para as empresas se adaptarem à determinação. 

Autoridades do agronegócio enfatizam que o setor tem totais condições de manter as atividades. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, divulgou um vídeo afirmando que  estão sendo tomadas todas as medidas para que a vigilância, a fiscalização e o elo da cadeia produtiva, da produção à exportação, não sejam interrompidas. Trabalhadores do setor enviaram vídeos ao Programa Ligados & Integrados reafirmando seu compromisso com a produção e a distribuição de alimentos. Sávio Soares, de Seara (SC), trabalha em uma granja como apanhador de animais. Ele disse que recebeu da empresa todas as instruções para se proteger.

“Dentro das vans foram colocadas garrafinhas com álcool em gel. A gente chega e higieniza as mãos, e quando saímos, é a mesma coisa. Antes de entrar no pátios do aviários a gente tira a esteira e desinfeta para não ter perigo nenhum. O mundo enfrenta um momento muito complicado, e nos sentimos honrados por estar trabalhando para colocar alimento na mesa do brasileiro. Estamos dando nosso máximo e não podemos parar”, disse Sávio.

Valdecir Piccoli, de Santo Inácio (PR), é empresário do ramo de transportes com foco no carregamento de animais para frigoríficos e também entre granjas. Ele afirmou que não encontrou impedimentos na região onde atua. “Não encontramos barreiras, mas recebemos orientações. A gente já segue um procedimento operacional, só adequamos nossa rotina profissional para dar continuidade aos trabalhos. Já tínhamos sempre álcool em gel disponível e agora orientamos os motoristas a deixarem as janelas dos veículos abertas e desinfetarem os lugares onde encostam e sentam, além de manterem uma distância mínima segura de outras pessoas. Também orientamos a monitorarem os lugares onde moram e comunicarem caso notem problemas para que possamos tomar as providências cabíveis. Se qualquer profissional do ciclo de produção parar, seria um caos. Os negócios não se manteriam e  muitas famílias ficariam sem emprego. O bom diálogo com os prestadores de serviços em um momento assim é essencial. Todos aqui estão cientes de sua importância e estão com a saúde preservada”, afirmou.

Vamiré Sens Júnior, gerente de Sustentabilidade da Seara, explicou que os colaboradores estão mais tranquilos agora, entendendo melhor a situação do país. “A nossa rotina de produção segue todas as recomendações para continuar assegurando a qualidade dos nossos produtos. Estamos mantendo o fluxo normalmente, e não enfrentamos dificuldades com a logística e o transporte dos animais”, disse. 

O presidente da Associação Nacional dos Transportadores de Cargas (ANUT), Luis Baldes, declarou que os próximos quatorze dias serão cruciais para a economia. Em carta entregue ao governo federal, a entidade pede a suspensão temporária da cobrança de pedágio e de fiscalização nas rodovias durante a vigência do decreto de calamidade pública em razão da pandemia do coronavírus. Baldez defende que as medidas ajudariam a agilizar o escoamento da produção agropecuária e industrial. 

 


Fonte Canal Rural

Auditores Fiscais Federais Agropecuários que atuam diretamente na inspeção de produtos de origem animal e vegetal, nas certificações para exportação e ingresso de produtos nas aduanas, alfândegas, portos e aeroportos permanecem em plena atividade durante a pandemia de Covid-19. Os profissionais estão mantendo todos os cuidados necessários, é por isso que estão usando equipamentos de proteção individual e intensificando os cuidados de higiene pessoal e de equipamentos.

“Não podemos parar. Para manter a saúde animal e vegetal na nossa pecuária e agricultura, a inocuidade, padronização e qualidade dos produtos de origem animal e vegetal entregues à população brasileira e comercializados externamente, devemos estar presentes diariamente junto às empresas do setor com registro no MAPA e em fiscalizações a campo quando necessário”, pontua o delegado sindical do Anffa no RS, Mario Peyrot Lopes. Ele destaca os trabalhos nos laboratórios de referência, nas fronteiras e em portos e aeroportos. “Estas atividades se tornam ainda mais importantes em momentos de crise como este que estamos passando”, finaliza.

Mas os trabalhos dos auditores vão além da segurança alimentar e entram na saúde pública. O Ministério da Agricultura anunciou que os laboratórios agropecuários poderão ser utilizados para a análise de amostras de coronavírus. No Rio Grande do Sul, o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária – LFDA/RS, localizado no bairro Ponta Grossa em Porto Alegre, está trabalhando para contribuir no recebimento de amostras para análise.

A coordenação do LFDA-RS, que conta com 29 auditores fiscais federais agropecuários (incluindo uma base em Santa Catarina), tem alinhado com as autoridades de saúde do estado as medidas necessárias para que o trabalho possa iniciar. “O planejamento está em andamento. A estrutura física e de pessoal existe, contando com AFFAs, técnicos e auxiliares de laboratório e estamos ajustando o suprimento de insumos para atendimento desta demanda específica, salientando que as demais atividades de suporte à defesa agropecuária seguem normalmente”, afirma o coordenador do LDFA-RS, Fabiano Barreto.

A expectativa é que em menos de duas semanas o LFDA-RS esteja apto a iniciar o recebimento e processamento das amostras. Neste período, o laboratório irá trabalhar na validação interna dos métodos, capacitação da equipe e adequação do sistema da qualidade. “Iremos aproveitar a experiência que adquirimos ao longo desses últimos anos em que realizamos os ensaios para influenza Aviária e Doença de Newcastle para incorporar mais esse método no nosso escopo”, afirma João Marcos Costa, responsável pelo laboratório de diagnóstico do LFDA-RS. “Neste momento crítico é nosso dever contribuir com os diferentes órgãos de saúde buscando a resolução deste grave problema”, conclui.


Fonte Canal Rural

Os caminhoneiros e trabalhadores portuários que passarem pelo o , no Paraná, a partir de agora terão a ajuda e orientação de equipes médicas para o combate do coronavírus. Por lá poderão fazer a medição de temperatura, avaliação de sintomas compatíveis com a Covid-19 e o encaminhamento ao hospital, dos casos necessários.

Segundo o presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, os 14 técnicos em enfermagem, três auxiliares administrativos e dois profissionais de limpeza estarão disponíveis durante 24 horas, em estruturas de atendimento montadas no Pátio de Triagem de Caminhões e no acesso ao cais Dom Pedro II.

A empresa pública também está adquirindo 20 mil litros de álcool em gel; 144 litros de sabonete antisséptico (usados em ambientes hospitalares); 5 mil pares de luvas; 10 mil unidades extras de máscaras cirúrgicas; 21 tendas e cabines elevadas; 200 metros lineares de grade de isolamento, 32 chuveiros, 60 pias e lava-pés com hipoclorito de sódio.

“Estamos adotando todas as medidas para proteger aqueles que não podem parar porque prestam um serviço essencial para a sociedade brasileira. Não mediremos esforços para combater o coronavírus na nossa comunidade”, diz Garcia.

Ao chegar no Pátio de Triagem os motoristas terão a temperatura corporal verificada. Os casos superiores a 37,8º serão encaminhados para tendas de atendimento, onde responderão a um questionário sobre sintomas e condições de saúde.

Aqueles considerados assintomáticos, ou com sintomas leves, terão prioridade na descarga e receberão as orientações para retornar aos seus lares. Os que precisarem de atendimento hospitalar serão encaminhados ao Hospital Regional do Litoral. Uma área de isolamento foi preparada para higienização dos caminhões, para estas situações.

Além disso, o Pátio recebeu novos chuveiros e uma estação de higienização de mãos. As áreas de convivência, como mesas e bancos, foram retiradas e as cantinas passam a vender produtos somente pelas janelas. Avisos sonoros e materiais de comunicação foram disponibilizados e conteúdos sobre formas de prevenção são enviados pelo sistema Carga Online, via SMS.

“Desenvolvemos uma grande operação de combate à disseminação do vírus. O objetivo é garantir que quem está entrando no pátio receba o atendimento primário à saúde, sem sobrecarregar o sistema de saúde do Litoral”, explica o diretor de Meio Ambiente da Portos do Paraná, João Paulo Ribeiro Santana.

Um dos caminhoneiros que passou pelo porto nesta quinta-feira comentou o que achou das iniciativas. “É importante porque andamos pelo país e temos contato com muitas pessoas diferentes, de diversos lugares. É o primeiro porto do Brasil a adotar essas normas”, afirma Paulo Cesar de Oliveira Pereira, que veio de Birigui (SP).

O ponta-grossense Emerson de Paula dos Santos mediu a temperatura em menos de 10 segundos, e também disse não ter encontrado este cuidado em outros portos. “É muito positivo, significa respeito e prevenção para o caminhoneiro.”


Fonte Canal Rural

A Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)  divulgou nesta quarta-feira, 25, de um documento com uma série de propostas para atenuar os efeitos da crise do novo coronavírus no agronegócio.

Entre as reivindicações estão a prorrogação automática de financiamento de custeio para produtores que a soma dos contratos totalizam R$ 1,5 milhão, prorrogação automática dos financiamentos de investimento, prorrogação das parcelas de investimentos vencidas em 2020, independente da fonte de recursos utilizadas nas operações, entre outros pedidos que estão sendo analisados pelo Ministério da Agricultura e devem ser debatidos ainda nesta semana por técnicas do Ministério da Economia e do Banco Central.

De acordo com o analista jurídico Ricardo Alfonsin, a medida da CNA é extremamente importante ao setor. “É importante porque esse documento traz  uma série de pedidos importantes, como prorrogação de dividas, utilização do fundo do BNDES para dividas que não sejam bancárias, mas sejam com fornecedores, com empresas ou até mesmo cerealistas”, explica o especialista.

“Esse documento abordas situações muito importantes para o agronegócio. O documento esse que já estava sendo discutido há alguns dias junto com outras entidades do setor, além da CNA”, afirma Alfonsin.

Ainda de acordo com Alfonsin, outro tema abordado é em relação a seca que prejudica o Rio Grande do Sul.

“Tudo isso deve ser encaminhado e muitos devem ser objetos de votos no Conselho Monetário Nacional e talvez algumas coisas sejam necessárias até mesmo medidas provisórias”, disse.

 

 


Fonte Canal Rural

 

O caminhoneiro Ilizeu Kosooski, de 34 anos, fez nesta segunda-feira, 23, um desabafo que comoveu as redes sociais. Em vídeo publicado no Facebook, que possui mais de 640 mil compartilhamentos, o motorista criticou as condições que caminhoneiros estão trabalhando, diante da pandemia do novo coronavírus. 

Emocionado, ele relata que durante sua rota, precisou parar em um restaurante na BR-101, em Casimiro de Abreu (RJ), e o que encontrou foi o comércio sendo fechado. “O único restaurante que estava aberto era de uma senhora. Por volta das 16 horas, chegou a vigilância e mandou fechar o local. Hoje, ela vendeu marmitas para nós, eu ia ficar para jantar porque lá eu tinha certeza que teria comida, agora já não sei mais”, disse.

Fechamento do restaurante relatado pelo caminhoneiro

No vídeo, Kosooski comenta que há poucos caminhoneiros nas estradas. Segundo ele, muitos estão com medo da doença. “Eu olho para a rodovia e ela está assim, vazia, todos estão trancados em casa, mas ninguém pensa em manter o Brasil em pé. Mas se a gente não transportar o alimento, como os médicos e enfermeiros conseguirão trabalhar? Eles também precisam se alimentar”, questiona.

Ele faz ainda um apelo ao governo para que mantenha restaurantes e outros comércio essenciais abertos nas rodovias. “Será que não está na hora se amenizar a situação, deixar restaurantes abertos, dar suporte para nós. Precisamos do apoio de todo mundo. As autoridades precisam saber que a gente precisa de suporte nas estradas”.

“Vocês que estão em casa, vocês ainda têm alimentos, sim né? Somos nós que estamos transportando, vocês não estão percebendo isso. Ninguém está apoiando nossa classe”, diz.

O Canal Rural questionou o Ministério da Infraestrutura sobre a dificuldade relatada pelo caminhoneiro. Em nota, a pasta respondeu que está atuando junto a governadores e entidades representativas dos municípios brasileiros para garantir a livre circulação de cargas. O ministério ainda informou que em reunião realizada na noite desta quarta-feira, 25, com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), ficou acertado que os prefeitos receberão uma nota técnica e uma sugestão de minuta de decreto. Os documentos devem servir de base para que os gestores municipais garantam o funcionamento de atividades ligadas ao transporte.

No dia 20 de março, o governo federal publicou a medida provisória 926 e o decreto 10.882 definindo que atividades ligadas ao agronegócio e ao transporte de cargas – como os pontos de alimentação localizados em rodovias – também são essencias. Por conta da essencialidade, esses comércios devem permanecer em funcionamento durante a quarentena.


Fonte Canal Rural