No próximo mês, 60 mil pescadores artesanais afetados pelo vazamento de óleo no litoral do Nordeste receberão uma parcela do seguro-defeso. O governo federal vai destinar R$ 59,9 milhões para o pagamento do benefício aos pescadores da região.

O anúncio foi feito pelo secretário de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Jorge Seif Júnior. Segundo ele, como o óleo afetou a área marinha, o benefício será pago somente aos pescadores dessa área.

“O pescador pode ficar tranquilo, não precisa de nenhum ato, simplesmente aguarde que estamos construindo e, dentro do mês de novembro, será depositada em sua conta (a mesma que ele já recebe o seguro-defeso) uma parcela do benefício”, afirmou o secretário.

Durante o período de reprodução das espécies, em que os pescadores não podem trabalhar, é pago um salário mínimo por mês de defeso. O seguro-defeso varia de três a cinco meses por ano, dependendo da área de pesca e da espécie. O pagamento é feito pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Em todo o Nordeste são 360 mil pescadores cadastrados das áreas marinha – atingida pelo vazamento de óleo – e continental.

A pasta da Agricultura, juntamente com os ministérios da Economia e do Meio Ambiente, está construindo um ato administrativo para embasar a antecipação do pagamento do seguro-defeso. “O governo federal está trabalhando para amparar os nossos pescadores artesanais”, disse Seif.

O secretário também tranquilizou a população sobre a qualidade do pescado. Segundo ele, é seguro o consumo de produtos frescos ou congelados das empresas que têm o Selo do Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura (SIF).

“As empresas que têm o SIF têm um protocolo de controle de contaminação de hidrocarboneto, ou seja, esse pescado é todo tempo monitorado se existe alguma comunicação, e agora nós reforçamos isso”. No caso de peixarias monitoradas pela vigilância sanitária e pelos serviços de inspeção estadual ou municipal o controle deve ser feito pelos estados e municípios.


Fonte Canal Rural

Em Oiwa, segundo maior estado produtor de soja dos Estados Unidos, o tempo firme está ajudando e produtores avançam com os trabalhos no campo. Em Donahue, imagens enviadas pela engenheira agrônoma Flávia Evangelista, é possível ver que as colheitadeiras já estão em trabalho nas lavouras. 

Nesta segunda-feira, 21, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos confirmou em relatório que a colheita de grãos no país continua atrasada em relação à média dos últimos cinco anos. As condições das lavouras de milho melhoraram, já as de soja ficaram estáveis na comparação com a semana anterior. 

De acordo com o analista de mercado, Aaron Edwards, da consultoria Roach Ag Marketing, a colheita se mostrou que seria diferente desde o inicio da safra. “Esse resultado já era esperado, e tem sido. Na parte Norte, como estamos acompanhando, há registro de excesso de umidade e é difícil realizar a colheita. Ou seja, é um problema mais logístico do que quebra de safra, e é um problema pontual por não se tratar de uma grande região”, afirma ele. 


Fonte Canal Rural

O mercado físico do boi gordo segue com preços firmes nas principais praças de produção e comercialização do país. “A oferta restrita ainda dita o ritmo do mercado. A expectativa de curto prazo ainda remete a reajustes, avaliando a latente dificuldade na composição das escalas de abate enfrentadas pelos frigoríficos de menor porte”, comenta o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, os frigoríficos de maior porte seguem menos atuantes no mercado, dada a incidência de contratos a termo, outras modalidades de parceria, além da utilização de confinamento próprio, o que garante suas necessidades mais imediatas de matéria-prima.

Em São Paulo, preços passaram de R$ 169,00 a arroba para R$ 170,00 a arroba. Em Minas Gerais, preços de R$ 160,00 a arroba, estáveis. No Mato Grosso do Sul, os preços permaneceram em R$ 157,00 a arroba. Em Goiás, o preço seguiu em R$ 154,00 a arroba, em Goiânia. No Mato Grosso, o preço permaneceu a R$ 149,00 a arroba.

Atacado

Já o atacado teve preços estáveis para a carne bovina. ” há menor espaço para reajustes durante a segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo. Mas o mercado permanece bastante otimista em relação ao último trimestre, com oferta notoriamente enxuta em meio ao ápice do consumo, oferecendo espaço para movimentos mais consistentes de alta da carne bovina. O ótimo desempenho das exportações em 2019 é outro elemento que precisa ser considerado, pois reduz a disponibilidade interna, o que também aumenta a propensão a reajustes”, disse Iglesias.

O corte traseiro teve preço de R$ 13,40 por quilo, estável. A ponta de agulha seguiu em R$ 8,75 por quilo, enquanto o corte dianteiro permaneceu em R$ 8,90, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 1,35%, sendo negociado a R$ 4,0760 para venda e a R$ 4,0740 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,0630 e a máxima de R$ 4,1280.


Fonte Canal Rural

A china autorizou a compra de uma cota de 10 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos isenta de tarifas. A informação, publicada nesta terça, 22, por agências de notícias, teria sido passada por fontes que acompanharam uma reunião entre representantes do governo chinês e processadores estatais e privados.

De acordo com Luiz Fernando Gutierrez, analista da consultoria Safras & Mercado, apesar de ainda não confirmada pela China, a notícia animou o mercado agrícola. “Desde a reunião presencial entre Estados Unidos e China o mercado voltou a ficar otimista com um acordo parcial entre os países. Além disso, temos essa indicação de que o governo chinês está isentando algumas empresas para compra de soja sem tarifas”, comenta.

Para ele, o principal ponto que pode elevar os preços na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) é a guerra comercial. A expectativa é que os chineses comprem soja norte-americana em volumes relevantes. “Espera-se ainda que um acordo parcial em novembro, em um encontro no Chile”, afirma. Com isso, o analista projeta que Chicago consiga atingir o patamar de US$ 9,50 por bushel no contrato mais recente.


Fonte Canal Rural

O economista da Tendências Consultoria Silvio Campos afirma que há sinais de uma provável recuperação da economia brasileira no próximo anos. Nesta segunda-feira, 21, o índice da bolsa de valores, o Ibovespa, atingiu maior patamar da história, com mais de 106 mil pontos.

A alta registrada, segundo o especialista, reflete um melhor da renda variável, que acontece por conta da queda nas taxas de juros que obriga os investidores a apostarem em alternativas mais rentáveis. 

Além disso, há uma percepção de que a economia brasileira, apesar de dificuldades, apontam sinais de melhora. No contexto externo, os índices internacionais, como a Bolsa de Nova York, seguem próximas das máximas históricas.

Apesar disso, a empresa ressalta que é preciso considerar os riscos, principalmente que surgem do mercado externo, como o temor com a desaceleração da economia global, inclusive da China, e das tensões comerciais. No Brasil, o cenário político turbulento que acontece no próprio partido do governo coloca incertezas quando se trata da continuidade da agenda de reformas.

 


Fonte Canal Rural

A possibilidade de alteração na Lei Kandir ainda preocupa o setor produtivo. Isso porque a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 42, que acaba com as isenções de ICMS sobre as exportações do agronegócio está na pauta do Plenário do Senado federal desta semana. 

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Alceu Moreira, afirma que o setor trabalha para incluir apenas os minérios na proposta. Segundo ele, os estados que mais cresceram foram aqueles que possuíam os benefícios da lei.

“Estamos convencidos de que aqueles que defendem o fim da Lei Kandir é porque não conhecem os impactos da medida. Se eles conhecerem as consequências, vão ficar favor aqueles que querem os resultados imediatistas”, afirma.

Moreira comenta que uma audiência pública foi marcada em novembro para discutir o assunto. “Mas não temos garantia de que a PEC 42 não será votada no Senado”, diz.

 


Fonte Canal Rural

A Somar Meteorologia afirma que a partir da próxima semana há expectativa de chuvas expressivas no Sul do país, principalmente no Rio Grande do Sul, onde algumas áreas podem receber até 100 milímetros de precipitação.

A expectativa é que o Paraná também receba essas chuvas, o que deve dar um alívio aos produtores que realizaram o plantio da soja logo após o vazio sanitário ou para aqueles que precisam fazer o replantio. 

“Finalmente vai ter chuva boa depois do dia 25”, diz a meteorologista Desirée Brandt. São esperados entre 50 milímetros e 60 milímetros no período. Há também previsão para chuvas em São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.


Fonte Canal Rural

A cantora Anitta publicou um stories em seu Instagram no qual, em tom de deboche, explica a amigos que a vaca precisa estar sempre prenha para dar leite. Ainda que seja uma obviedade, o comentário incomodou produtores rurais por causa da crítica à pecuária e aos produtos de origem animal feita na sequência.

Roberta Züge, doutora em reprodução animal pela Universidade de São Paulo (USP), diz que a fala da celebridade demonstra ignorância sobre o tema. “Ela pode não saber, mas utiliza muitos produtos de origem animal. Quando você vai tirar sangue, por exemplo, o líquido no fundo do frasco é heparina, feito a partir de vísceras de bovinos e suínos. Tem também o surfactante, que é extraído do pulmão bovino e permite que bebês prematuros sobrevivam”, diz.

O agrônomo Xico Graziano usou as redes sociais para criticar Anitta. No Twitter, ele afirmou que o vídeo “é bizarro”. “O ambientalismo virou uma palhaçada na boca desses artistas”, dispara.

Especialista em ética e responsabilidade social, Roberta destaca que os produtores não têm motivos para maltratar os animais, já que o bem-estar da criação implica diretamente na quantidade e qualidade de leite produzido. “É claro que existem pessoas com procedimentos inadequados, mas isso também acontece em tratamentos de pessoas. Precisamos evoluir como sociedade”, afirma.

Segundo a doutora, a intervenção humana na bovinocultura é extremamente benéfica para os animais. “Os bezerros são afastados das vacas porque algumas não têm afabilidade, elas se incomodam e precisam ser ordenhadas”, conta.

Além disso, os produtores rurais são responsáveis por procedimentos pós-parto que garantem a sobrevivência dos animais, como a ingestão do colostro, o leite secretado pela vaca nos primeiros dias que garante anticorpos ao bezerro. Outra prática importante é a cura do umbigo, que impede infecções. “Com os animais soltos, não existiria esse controle. É como os gatos, que passaram a viver até 18 anos com o cuidado humano”, explica a doutora.

Para Roberta, o vídeo de Anitta é reflexo do distanciamento entre cidade e campo. “Percebo que as pessoas perderam o contato com a zona rural. Antigamente, todo mundo tinha um avô ou tio com um sítio, via um animal nascer etc. O pessoal mais novo não tem. Quando recebem imagens chocantes [que supostamente mostram como funciona o trabalho dos produtores], eles tomam aquilo como verdade”, diz.


Fonte Canal Rural

Termina nesta quarta-feira, 23, o prazo dado pelo governo para apresentação de alternativas  ao passivo do Funrural (Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural). A informação foi passada pela deputada Aline Sleutjes (PSL-PR) que falou sobre o assunto no programa Conexão Brasília desta terça-feira, 22. Segundo a parlamentar, a Receita Federal, após se reunir com integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) na última semana, estipulou o limite até amanhã para levar ao ministro da Economia, Paulo Guedes, as possíveis soluções à cobrança retroativa do imposto. 

“Entre essas soluções estaria, por exemplo, uma diminuição do valor real da dívida, todas as taxas, impostos, de 90% a 95% dos valores. Estaria também o parcelamento dessa dívida dando condições para àqueles que não aderiram conseguissem aderir e resolver o seu problema”, explicou a deputada ao se referir a lei (Lei 13.606/2018) aprovada no final do passado que regulamentou a renegociação de dívidas rurais, entre elas, a do Funrural. 

Aline Sleutjes acrescentou que o foco do trabalho desenvolvido entre a FPA e o governo é encontrar uma alternativa que atenda os produtores, mas que não represente renúncia fiscal. Essa foi, inclusive, a definição de reunião promovida entre os parlamentares da frente e o ministro da Economia 15 dias atrás. 

“Nós precisamos encontrar uma solução jurídica perfeita onde o governo não deixe de fazer a arrecadação que está estipulada no orçamento  e que zere esse problema daqui para trás, um problema criado, inclusive, pela justiça”, pontuou a deputada. Ela lembrou que a cobrança do Funrural englobando o valor retroativo passou a valer após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O imposto ficou suspenso por mais de oito anos até o posicionamento da corte.

MP do Agro 

O início da tramitação da MP do Agro e análise das emendas apresentadas também foi pauta do Conexão Brasília. O relator da matéria, deputado Pedro Lupion (DEM-PR), explicou que na próxima semana será aprovado o plano de trabalho da comissão mista que vai analisar a medida (MP 897/2019). Ele destacou que será uma oportunidade de debater bastante a MP. “Temos a oportunidade, através da MP 897, de transformar o setor rural brasileiro e principalmente facilitar o acesso a crédito”, enfatizou. 

Na avaliação dele, a matéria final que deve ser aprovada até março de 2020, deve ter como ponto central a desburocratização. “Temos que trabalhar para desburocratizar, para facilitar a vida do produtor rural e a minha cabeça como relator desta medida provisória é simplificar ao máximo”, acrescentou.

Sobre o assunto, Lupion deu como exemplo a questão do registro em cartório de títulos do agronegócio, como a Cédula do Produto Rural (CPR), obrigatoriedade retirada pela MP.  Ele também reforçou que, além dessa medida, a medida provisória pode melhorar ainda mais esse sistema de geração de títulos. 

“Existe o lobby dos cartórios de registro de imóveis que estão lutando contra a parte do texto que tira a necessidade do registro no cartório das cédulas e existe a possibilidade da gente  melhorar e desburocratizar esse sistema. Não adianta nada a gente tirar a necessidade do cartório e obrigar a ir na certificadora que vai ter um custo e um desafio gigantesco para o produtor rural que está no rincão do Brasil e não vai ter acesso a esse serviço”, disse Pedro Lupion. 

O deputado ainda explicou o que significa para o consumidor ter a aprovação de medida práticas para ampliar o crédito rural. “A  partir do momento que você facilita o acesso ao crédito, você diminui o custo para o produtor rural, você está conseguindo dar uma margem de lucro melhor para ele e, principalmente, a possibilidade de colocar comida barata na mesa do brasileiro e do mundo”, concluiu.


Fonte Canal Rural

Em Mato Grosso, produtores de soja intensificaram os trabalhos de plantio, inclusive durante a noite. O ritmo da semeadura desta temporada 2019/2020 no estado já supera a média das últimas cinco safras. A correria é para tentar garantir uma boa janela para o plantio da segunda safra, já que houve atraso no plantio da soja por falta de chuvas.

Até o dia 18 de outubro o estado semeou 41,8% da área de 9,7 milhões de hectares, bem acima dos 29,5% da média dos últimos cinco anos.

Na fazenda do sojicultor Dirceu Ogliari, em Lucas do Rio Verde, nos últimos dias o dia termina, mas o trabalho no campo não. Por lá, as plantadeiras avançam noite adentro para semear a soja e tentar recuperar o tempo perdido, já que o plantio no município começou 15 dias mais tarde que o previsto.

“Levantamos as 4 da manhã e vai até vai até onze horas da noite. Dependendo apenas da chuva. Se precipitar a gente para, senão continuamos, tem que aproveitar o tempo, porque o tempo é dinheiro, é ouro”, conta.

Com o turno extra, o cultivo dos 6,2 mil hectares deve terminar até o fim de outubro. E assim, garantir a janela ideal para a segunda safra de milho.

“A noite não tem muita visibilidade, mesmo tendo o visor do monitor de sementes. Não é igual trabalhar de dia, mas tem que fazer, nos sacrificamos um pouco, porque depois não dá para fazer safrinha”, conta Ogliari.

Em Sorriso, na fazenda de Fábio Petri Valdameri, o trabalho de semeadura está praticamente concluído. Falta apenas um último talhão. Mas por lá, o tempo ajudou nas últimas semanas e o solo reserva uma boa umidade.

“Tem tido umas chuvinhas boas, com até 30 milímetros. Então conforme vai vindo a umidade a gente vai plantando, para não correr o risco. Até tive conversando com alguns vizinhos que só receberam os primeiros cinco milímetros, na segunda feira e, outros com 20 milímetros acumulado. Nós, graças a Deus, estamos com até 180 mm acumulados e até o final de semana encerramos as atividades de plantio de soja”, diz o produtor.

A fazenda de Valdameri difere de outras propriedades no município, porque as chuvas foram mal distribuídas e o plantio segue atrasado em relação à safra passada. A janela da 2ª safra ainda está ameaçada.

“Causa preocupação. Porque esse atraso de até 18% reflete na safrinha, que a gente vai atrasar. Então vamos ter cautela. Estamos pedindo aos nossos associados para terem cautela no plantio, semear com umidade adequada, para não ter problema de replantio, porque ai sim a safrinha ficará praticamente inviável”, afirma o presidente do sindicato rural de Sorriso, Tiago Stefanello.


Fonte Canal Rural