29 Outubro 2020

Agro responde Anitta após post polêmico: ‘Sim, você entendeu errado’

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A cantora se envolveu em mais uma polêmica citando o agronegócio em suas redes sociais. Na noite de quarta-feira, 29, a artista usou sua conta no Twitter para criticar uma eventual privatização do Sistema Único de Saúde (SUS), já negada pelo presidente Jair Bolsonaro. No meio da argumentação, Anitta resolveu falar sobre o uso de defensivos agrícolas nas lavouras brasileiras.

“Se eu entendi certo o raciocínio deste governo, [ele] vai liberar os venenos todos na comida… os agrotóxicos… produção em massa… que se danem os produtores orgânicos”, disse.

Atenta às falas da celebridade, a (FPA) respondeu em poucos minutos. “Entendeu errado. Primeiro: não é veneno. Segundo, produção em massa é o que garante comida barata no prato de muito brasileiro pobre. Terceiro lugar: agricultura familiar é a base do abastecimento no Brasil, seja orgânico ou tradicional. Só a fome precisa se danar”, disse a entidade.

Em outro post, a cantora continuou. “Quem tem dinheiro busca alimento menos assassino para por no prato (mais caro). Quem não tem, vai no que dá”, disse.

Mais uma vez a FPA saiu em defesa do agro. “Seus fãs têm grana pra comida orgânica? Quantos morrem ‘por comer’? Temos certeza que a maioria dos seus seguidores depende de comida segura e barata no prato. Isso é o Brasil. Quando tuita isso, desinforma quem consome alimento já seguro. Sem essa comida, vão comer o quê?”.

Por fim, a cantora completou dizendo que “a comida cheia de venenos deixa a pessoa com problemas de saúde”. Mais uma vez, foi confrontada pela entidade.

“Que comida ‘cheia de venenos’ é essa, Anitta? O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, sem deixar o mercado interno desabastecido. Nossa expectativa de vida só aumentou. Quantas pessoas em Honório Gurgel (bairro de origem da cantora) já morreram por comer?”, finalizou a Federação.

Essa não é a primeira vez que a cantora é criticada por entidades do agro e especialistas ao se dirigir ao processo produtivo, seja agrícola ou na pecuária.

Em outubro do ano passado, .

Na ocasião, ela publicou um story em seu Instagram no qual, em tom de deboche, explica a amigos que a vaca precisa estar sempre prenha para dar leite. Ainda que seja uma obviedade, o comentário incomodou produtores rurais por causa da crítica à pecuária e aos produtos de origem animal feita na sequência.

Roberta Züge, doutora em reprodução animal pela Universidade de São Paulo (USP), diz que a fala da celebridade demonstra ignorância sobre o tema.

“Ela pode não saber, mas utiliza muitos produtos de origem animal. Quando você vai tirar sangue, por exemplo, o líquido no fundo do frasco é heparina, feito a partir de vísceras de bovinos e suínos. Tem também o surfactante, que é extraído do pulmão bovino e permite que bebês prematuros sobrevivam”, disse.

O agrônomo Xico Graziano usou as redes sociais para criticar Anitta. No Twitter, ele afirmou que o vídeo “é bizarro”. “O ambientalismo virou uma palhaçada na boca desses artistas”, disparou.

Especialista em ética e responsabilidade social, Roberta Züge destaca que o agro não têm motivos para maltratar os animais, já que o bem-estar da criação implica diretamente quantidade e qualidade de leite produzido.

“É claro que existem pessoas com procedimentos inadequados, mas isso também acontece em tratamentos de pessoas. Precisamos evoluir como sociedade”, afirmou na ocasião.

Segundo a doutora, a intervenção humana na bovinocultura é extremamente benéfica para os animais. “Os bezerros são afastados das vacas porque algumas não têm afabilidade, elas se incomodam e precisam ser ordenhadas”, contou.

Além disso, os produtores rurais são responsáveis por procedimentos pós-parto que garantem a sobrevivência dos animais, como a ingestão do colostro, o leite secretado pela vaca nos primeiros dias que garante anticorpos ao bezerro. Outra prática importante é a cura do umbigo, que impede infecções. “Com os animais soltos, não existiria esse controle. É como os gatos, que passaram a viver até 18 anos com o cuidado humano”, explica a doutora.

Para Roberta Züge, o vídeo de Anitta é reflexo do distanciamento entre cidade e campo. “Percebo que as pessoas perderam o contato com a zona rural. Antigamente, todo mundo tinha um avô ou tio com um sítio, via um animal nascer etc. O pessoal mais novo não tem. Quando recebem imagens chocantes [que supostamente mostram como funciona o trabalho dos produtores], eles tomam aquilo como verdade”, finalizou.

A cantora se envolveu em mais uma polêmica citando o agronegócio em suas redes sociais. Na noite de quarta-feira, 29, a artista usou sua conta no Twitter para criticar uma eventual privatização do Sistema Único de Saúde (SUS), já negada pelo presidente Jair Bolsonaro. No meio da argumentação, Anitta resolveu falar sobre o uso de defensivos agrícolas nas lavouras brasileiras.

“Se eu entendi certo o raciocínio deste governo, [ele] vai liberar os venenos todos na comida… os agrotóxicos… produção em massa… que se danem os produtores orgânicos”, disse.

Atenta às falas da celebridade, a (FPA) respondeu em poucos minutos. “Entendeu errado. Primeiro: não é veneno. Segundo, produção em massa é o que garante comida barata no prato de muito brasileiro pobre. Terceiro lugar: agricultura familiar é a base do abastecimento no Brasil, seja orgânico ou tradicional. Só a fome precisa se danar”, disse a entidade.

Em outro post, a cantora continuou. “Quem tem dinheiro busca alimento menos assassino para por no prato (mais caro). Quem não tem, vai no que dá”, disse.

Mais uma vez a FPA saiu em defesa do agro. “Seus fãs têm grana pra comida orgânica? Quantos morrem ‘por comer’? Temos certeza que a maioria dos seus seguidores depende de comida segura e barata no prato. Isso é o Brasil. Quando tuita isso, desinforma quem consome alimento já seguro. Sem essa comida, vão comer o quê?”.

Por fim, a cantora completou dizendo que “a comida cheia de venenos deixa a pessoa com problemas de saúde”. Mais uma vez, foi confrontada pela entidade.

“Que comida ‘cheia de venenos’ é essa, Anitta? O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, sem deixar o mercado interno desabastecido. Nossa expectativa de vida só aumentou. Quantas pessoas em Honório Gurgel (bairro de origem da cantora) já morreram por comer?”, finalizou a Federação.

Essa não é a primeira vez que a cantora é criticada por entidades do agro e especialistas ao se dirigir ao processo produtivo, seja agrícola ou na pecuária.

Em outubro do ano passado, .

Na ocasião, ela publicou um story em seu Instagram no qual, em tom de deboche, explica a amigos que a vaca precisa estar sempre prenha para dar leite. Ainda que seja uma obviedade, o comentário incomodou produtores rurais por causa da crítica à pecuária e aos produtos de origem animal feita na sequência.

Roberta Züge, doutora em reprodução animal pela Universidade de São Paulo (USP), diz que a fala da celebridade demonstra ignorância sobre o tema.

“Ela pode não saber, mas utiliza muitos produtos de origem animal. Quando você vai tirar sangue, por exemplo, o líquido no fundo do frasco é heparina, feito a partir de vísceras de bovinos e suínos. Tem também o surfactante, que é extraído do pulmão bovino e permite que bebês prematuros sobrevivam”, disse.

O agrônomo Xico Graziano usou as redes sociais para criticar Anitta. No Twitter, ele afirmou que o vídeo “é bizarro”. “O ambientalismo virou uma palhaçada na boca desses artistas”, disparou.

Especialista em ética e responsabilidade social, Roberta Züge destaca que o agro não têm motivos para maltratar os animais, já que o bem-estar da criação implica diretamente quantidade e qualidade de leite produzido.

“É claro que existem pessoas com procedimentos inadequados, mas isso também acontece em tratamentos de pessoas. Precisamos evoluir como sociedade”, afirmou na ocasião.

Segundo a doutora, a intervenção humana na bovinocultura é extremamente benéfica para os animais. “Os bezerros são afastados das vacas porque algumas não têm afabilidade, elas se incomodam e precisam ser ordenhadas”, contou.

Além disso, os produtores rurais são responsáveis por procedimentos pós-parto que garantem a sobrevivência dos animais, como a ingestão do colostro, o leite secretado pela vaca nos primeiros dias que garante anticorpos ao bezerro. Outra prática importante é a cura do umbigo, que impede infecções. “Com os animais soltos, não existiria esse controle. É como os gatos, que passaram a viver até 18 anos com o cuidado humano”, explica a doutora.

Para Roberta Züge, o vídeo de Anitta é reflexo do distanciamento entre cidade e campo. “Percebo que as pessoas perderam o contato com a zona rural. Antigamente, todo mundo tinha um avô ou tio com um sítio, via um animal nascer etc. O pessoal mais novo não tem. Quando recebem imagens chocantes [que supostamente mostram como funciona o trabalho dos produtores], eles tomam aquilo como verdade”, finalizou.


Fonte Canal Rural

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